| A GUERRA NO IRAQUE |
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| Escrito por Marcelo M. Guimarães | |
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"...Paz, paz: quando não há paz....“dizia o profeta Jeremias há mais de 2500 anos (Jr 8:11). A 6ª edição de nosso Jornal “Ensinando de Sião” já estava pronta na gráfica, quando o EUA começou a disparar mísseis sobre a cidade de Bagdá e ao sul do iraque. Portanto, teceremos um pequeno comentário sobre este conflito como adendo a 6a Edição, uma vez que sendo nosso jornal bimestral, teríamos que esperar pelo menos quase dois meses até a próxima edição. Eu, pessoalmente, nunca havia visto tanta manifestação pró-paz em quase todas as grandes cidades no mundo. Ao mesmo tempo, numa única reportagem de TV podíamos ver manifestações contra a guerra dos EUA e Iraque vinda dos quatro cantos do planeta. Claro! Ninguém de nós deseja a guerra, onde com certeza milhares de pessoas inocentes de ambos os lados sofrem, se desesperam e, fatalmente, morrem, além de outros milhares de soldados, muitos dos quais como pais de família, deixarão os seus tragicamente. Ninguém quer guerra e a reconciliação deve ter sempre seu lugar como expressão do bom senso comum, preservando e salvando vidas. Não podemos aqui defender os EUA e seus reais interesses políticos e econômicos nesta guerra e nem tão pouco defender o Iraque com seu regime tirano, ameaçando destruir seus vizinhos e inimigos, dentre eles, Israel. Mas, o que mais me chamou a atenção foram as manifestações pró-Sadam. Nas passeatas pela paz, o retrato dele foi levantado em várias cidades do mundo como se ele fosse um benfeitor da humanidade. Homens que oprimem e matam seu próprio povo, seus irmãos de sangue, genros, amigos e subordinados não alinhados com seus loucos pensamentos de reconstruir algo fenomenal ou babilônico sempre existiram. Homens cheios de orgulho e ostentação, obstinados pela magia e poder, auto-idólatras, como se divinos fossem, sempre existiram no comando de suas tiranias que crescem através de guerras , ocupações sangrentas, muitas vezes endossadas por princípios religiosos. Mais inteligente seria se a ONU realmente tivesse força para evitar uma guerra, desfazendo governos tiranos que sustentam o terrorismo mundial, que tem matado tantos quanto uma guerra. Por que o mundo não se levanta contra o terrorismo? Lembrei-me do verso de João que diz: ... “Sabemos que somos de D-us, mas que o mundo inteiro jaz no maligno”. (I Jo 5.19). Assim fica evidente entender o lado em que o mundo está. O Que diz a Bíblia, a Palavra de D-us sobre os últimos dias? Se lermos Mateus, capítulo 24, vamos ver o próprio Yeshua dizendo: ... “E ouvireis falar de guerras e rumores de guerra; olhai não vos perturbeis, porque forçoso é que assim aconteça, mas ainda não é o fim. Portanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fome e terremotos em vários lugares. Mas, todas estas coisas são o princípio das dores (Mt 24:6-8). Prezado leitor, gostaria de compartilhar com você a visão que tenho a respeito deste conflito. Podemos estar certos ou não, mas há algo que os crentes em Yeshua devem procurar entender frente a inúmeros acontecimentos proféticos que antecederão a volta do Messias, o Sar-Shalom, o Príncipe da Paz. Primeiro, devemos entender que não pode sair paz daquele que não tem a paz. Se a paz é um fruto do Espírito do próprio D-us, significa que somente aquele que nasceu de novo em Espírito pode sentir ou entender esta paz de D-us. Assim, o mundo incrédulo caminhará para o caos, à procura de uma paz humana que nunca existirá de fato. Se o homem não experimentar a remissão ou salvação em Yeshua, através do arrependimento e mudança de natureza, ele nunca poderá ter esta paz de D-us. Por isso, a verdadeira paz existirá quando o reino do Messias for implantado na Terra, quando os vencedores, a Igreja gloriosa estiver com Ele reinando por mil anos, e o maligno Satanás estará preso durante este período (Ap 20:2, 6-7). Segundo, Israel é o relógio profético de D-us e para lá as nações ou coligações caminharão. Lá no vale de Armagedon ou Meguido é que acontecerá a Grande Batalha Final (Ap 16:16), onde, finalmente, Yeshua com sua Igreja gloriosa derrotará a Besta e o Falso Profeta, lançando-os no lago de fogo e enxofre (Ap 20:20). Mas, para tudo isto acontecer, existirá existirá o período de “paz” no mundo sob o reinado do Anti-Cristo, que se encerrará no final dos 3 anos e meio com a chamada Grande Tribulação (Mt 24; Dn 7; Zc 12 e 14; Ap 19, etc). Este período na Bíblia é chamado de “Acharit Hayamim” (os últimos dias profetizados por quase todos os profetas da Bíblia, tanto do AT quanto do NT) que antecedem o Dia do Senhor, da volta do Rei dos Reis. Terceiro, se entendermos o contexto do “Acharit Hayamim” (os últimos dias), vamos entender o contexto que o povo judeu e a nação de Israel tem em relação à volta do Messias, que não virá para Nova Yorque ou Paris ou Moscou ou Londres ou São Paulo, mas para a “Cidade do D-us da Paz” (Yerushalaim), ou seja, Jerusalém. Por isso, D-us restaura a terra de iSrael, fisicamente, para que se cumpra a restauração espiritual dos remanescentes, os filhos de Israel, que reconhecerão e se coverterão ao Seu Messias Esperado. Por isso, a restauração das tribos de Israel, do povo e da terra são cenários importantes para a volta de Yeshua. Quarto, assim como Israel simboliza geograficamente algo no plano espiritual de D-us, quanto ao Seu Reino, assim também, o inimigo de nossas almas, satanás, opositor do reino de D-us, “reina” no controle do sistema babilônico do mundo. Seria por acaso que na mesma terra, Ur da Caldéia (hoje Iraque), cortada pelos rios Tigre e Eufrates, parte do antigo Éden, tyerra de Abraão, foi transformada no grande império babilônico, biblicamente, simbolizando a grandeza, a ostentação humana, a decadência moral da humanidade e a completa ausência da presença do Criador? No Livro de Apocalipse, capítulos 18 e 19, falam da queda da Babilônia, ou seja, deste sistema mundial governado por homens sem D-us. Será que a pequena nação do Iraque, física e geograficamente localizada no mesmo local da Antiga Babilônia, simbolizaria algo do reino espiritual, onde o bem e o mal se opõem? Será que sua queda física seria um ato profético para a queda do sistema do Anti-Cristo? Quinto, quando as nações inimigas de Israel tentam destruí-lo, fisicamente, não estariam elas tentando destruir espiritualmente algo do plano de D-us que ali ainda se cumprirá? Será que todo o capítulo de Isaías 13, que fala claramente sobre a queda de Babilônia se cumpriu totalmente quando o rei Senaqueribe da Assíria destruiu o império de Nabucodonosor? Ou será que parte daqueles versículos ainda poderiam se referir ao futuro cumprimento profético da queda da Babilônia citada no Livro de Apocalipse? Não sabemos ainda ao certo o que acontecerá nesta guerra: EUA e coligados contra o Iraque. Talvez ainda seja cedo para interpretar Isaías 13 e Apocalipse 18. Mas, uma coisa é certa, este sistema babilônico cairá para que prevaleça o Reino do Messias. É interessante notar que tanto os textos de Isaías falam da destruição de Babilônia que antecedeu a restauração de Israel no passado, como Apocalipse fala da destruição do sistema da Babilônia, hoje representada pelas nações, que também cairão, antecedendo a restauração de Israel e a volta do Senhor. É interessante notar no capítulo 18 expressões como: ... Ai! Ai da Grande Babilônia, a cidade forte! Pois numa só hora veio seu julgamento. E sobre ela choram e lamentam os mercadores da terra; porque ninguém compra mais suas mercadorias. Os mercadores destas coisas, que por ela se enriqueceram, ficarão de longe, por medo do tormento dela, chorando, e lamentando” (Ap 18:10-11;15). O Iraque, como o segundo maior produtor mundial de petróleo, não levaria o lamento e o choro das nações (mercadores que se enriqueceram pelo petróleo) por sua preciosa mercadoria, uma vez que seus poços param de produzir, os preços sobrem pela escassez e o sistema econômico se abala. ...e, contemplando a fumaça do incêndio dela, clamavam: Que cidade é semelhante a esta grande cidade?... (Ap 18.18). Realmente não temos ainda condições de entender melhor estes textos, e não podemos, tão pouco, afirmar que se referem à guerra EUA e Iraque. Mas, há algo pairando no ar, pelo qual devemos clamar a D-us por maiores entendimentos. Há motivos suficientes para orarmos mais pela salvação de todos os povos, principalmente por aqueles que sofrem pela impiedosa guerra. Oremos, invocando a compaixão de D-us, pedindo que todo o propósito D’Ele se cumpra, para que o Messias, Seu Filho Unigênito, volte sem demora Maran Atá (Sejas Bem-Vindo!) e reine sobre nós. (*) Marcelo M. Guimarães - Engenheiro Industrial, MBA em Economia, Teólogo, Rabino Messiânico ordenado pelo Netivyah Bible Instruction Ministry-Jerusalém-Israel. Fundador do Ministério Ensinando de Sião, do Cates, da Abradjin e da Congregação Har Tzion em Belo Horizonte-Brasil. |
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